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João Parahyba celebra 60 anos de carreira com Mangundi e a volta do Trio Mocotó

Cultura Tropical, Por Alvaro Tallarico, Pós-Graduado em Jornalista Cultural/UERJ

Em 02/11/2025 às 10:44:30

Aos 75 anos, João Parahyba reafirma sua posição como um dos pilares da música instrumental brasileira. O percussionista, compositor e cofundador do lendário Trio Mocotó lança o álbum Mangundi, que chega às plataformas digitais e em vinil pelo Selo Vitrine. O trabalho é uma verdadeira celebração de suas seis décadas de trajetória, unindo samba, jazz, baião, funk e bossa-jazz em uma fusão que traduz o espírito criativo de um artista movido por ancestralidade, espiritualidade e liberdade musical. Gravado no estúdio Casa da Lua, em São Paulo, o disco reúne oito faixas inéditas, com direção musical e arranjos do saxofonista Jota P. Barbosa, parceiro de Hermeto Pascoal, e produção executiva de DJ EB, fundador do Selo Vitrine.

O título Mangundi vem de uma expressão que João ouvia na infância no Vale do Paraíba e que significa “mistura inusitada”. Essa palavra, segundo ele, resume sua vida e sua música, um mosaico de experiências que vai das Folias de Reis ao jongo, passando por influências da música clássica e pelas polirritmias afro-brasileiras. O disco traz participações de músicos como Nereu Gargalo, parceiro histórico no Trio Mocotó; Morgana Moreno, na flauta; o bandolinista Carrapicho Rangel; o trombonista Jorginho Neto; e Mestre Dinho do Morro do Querosene, que toca berimbau em Afrodunja, faixa que homenageia o produtor sérvio Suba, falecido em 1999. O álbum é uma costura de tempos e sons: a tradição dialogando com a invenção, a percussão dialogando com o silêncio.

Para além do novo disco, João Parahyba também celebra o retorno do Trio Mocotó aos palcos. O grupo que criou o samba-rock ao lado de Jorge Ben Jor nos anos 1970 agora tem nova formação, com o cantor e multi-instrumentista Melvin Santhana se juntando a João e Nereu. A volta do trio reacende o balanço que marcou gerações e influenciou nomes como Marky, Nuts e Patife. Mangundi, por sua vez, funciona como uma síntese de tudo o que João viveu e aprendeu: uma celebração da amizade, da arte e da fé na música como forma de comunhão. “Música é emoção. Nossa religião é a música, e o púlpito é o palco”, resume o artista, com a sabedoria de quem transformou ritmo em filosofia.

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